A polarização promovida pela indústria cultural
Redação e Pesquisa: André Prado e Letícia Barros
Palavras-chave: comunicação; mídia; Veja; polarização; sociedade;
No texto, os meios de comunicação de massa, como a TV, o rádio, os jornais e hoje, os portais da internet, são descritos como propriedades de algumas empresas que possuem o interesse maior na obtenção de lucros para manter o sistema econômico vigente que permitem que elas continuem lucrando, ao invés de serem meios que usem primordialmente da arte e dispostas a uma missão principal que é de informar imparcialmente os fatos. Vendem-se filmes e seriados norte-americanos, musicas (funk, pagode, sertanejo e etc.) e novelas, não como bens artísticos ou culturais, mas como produtos de consumo que neste aspecto em nada se diferenciariam de sapatos ou sabão em pó. Com isso, ao invés de contribuírem para formarem cidadãos críticos, manteriam as pessoas fora da realidade, incorporando personalidades famosas e opiniões midiáticas sem refletirem acerca das mesmas. E a não distinção do certo e errado através de nosso senso crítico é o que chamamos popularmente de alienação, deixar nos influenciarem pelos meios de comunicação de massa que se dispõe a “construir” a nossa opinião.
E eles prosseguem afirmando no ensaio que filmes e rádio não tem mais a necessidade de serem empacotados como arte. A verdade cujo nome real é negócio, serve-lhes de ideologia, e esta deverá legitimar os refugos que de propósito produzem. Filme e rádio se auto definem como indústria, e as cifras publicadas tiram qualquer dúvida sobre a necessidade social de seus produtos.
Todos os meios de comunicação de massa, são como mercadorias, e estratégia de controle social e que tudo isso funciona como uma indústria de produtos culturais visando apenas o consumo. É o que observamos na cobertura da prisão do Lula pela Veja, e em outros tantas capas e reportagens, aonde se constroem e destroem ídolos e personalidades de acordo com a polarização vista, sejam elas políticas ou da televisão, como vemos na imagem que ilustra este texto.
Para Adorno e Horkheimer a indústria cultural transforma as pessoas em consumidoras de mercadorias, ou seja, essa indústria tira toda a seriedade da cultura erudita, assim como sua autenticidade. Então para os sociólogos, a indústria cultural tem como o objetivo a dependência e alienação dos homens, tendo o seu gosto padronizado e induzidos a consumir produtos de baixa qualidade. Por essa razão a indústria cultural substitui o termo cultura de massa, pois não se trata de uma valorização de cultura, mas sim de uma ideologia imposta para as pessoas.
A dupla observa a Comunicação de Massa como um desestimulo à sensibilidade, que desconsidera diferenças culturais e padronizando a todos, revestido como um simples ato de lazer e entretenimento sem encorajar o público a pensar, tornando-o passivo e conformista com tudo.
Tudo na Industria cultural, tudo se torna negócio. E enquanto negócio, seus fins comerciais são realizados por um meio programado e sistemático na exploração de bens considerados culturais. Um exemplo disso, dirá ele, é o cinema que antes era um mecanismo de lazer, ou seja, uma arte, e agora se tornou um meio eficaz de manipulação.
Portanto, baseados na teoria proposta pela dupla alemã, podemos dizer que a indústria cultural traz consigo todos os elementos característicos do mundo industrial moderno e nele exerce um papel especifico: o de portadora da ideologia dominante.

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