Apelando para o compartilhamento “livre” de bicicletas, a startup Yellow está em franca expansão pelo país

Redação: André Prado

Ariel Lambrecht, Eduardo Musa e Renato Freitas criaram a startup Yellow em janeiro de 2018
(Foto: Tiago Queiroz/Estadão)


Fundada pelos antigos donos de outra startup 99 táxis, a dupla formada pelo argentino Ariel Lambrecht e o brasileiro Renato Freitas, se uniu ao sócio e ex-presidente da Caloi, Eduardo Musa, para criar uma startup aqui no Brasil inspirada em um modelo que é febre na China, Estados Unidos e promete ter alta adesão nas grandes metrópoles do país.

Mas apesar de o modelo ser prático e conveniente em grandes vias de circulação, em contrapartida, ela também acaba sendo ruim para os usuários que se deslocam para regiões onde não existem pontos de parada. Seja porque essas pessoas residem nestas regiões ou necessitam ir até lá, restando como alternativa a compra de bicicletas próprias.

Então, propondo um modelo distinto ao do Bike Sampa/Itaú por não ter estações físicas, a Yellow baseia-se na alma dos populares aplicativos de carros, como Uber e 99 Táxi, onde que o usuário que deseja encontrar as bicicletas abra o aplicativo da startup, e via GPS, localize a bicicleta mais próxima. A partir daí, basta escanear um código QR no banco da bicicleta, e sair pedalando. Ao final do percurso, o usuário simplesmente pode deixa-la em qualquer lugar, bloqueando o seu uso pelo próprio aplicativo.

Obviamente uma das preocupações é sobre o vandalismo. E sobre isto, externamente a empresa aposta em funcionários contratados para circular nas ruas, e no próprio feedback positivo dos próprios usuários. E internamente, através do monitoramento em tempo real devido ao GPS embutido, e também pelas mesmas não contarem com marcha e pneus que não servem em outros modelos de bicicletas, numa tentativa válida de desencorajar possíveis furtos.

Após um planejamento de um ano e duas semanas em testes com familiares e amigos, as “amarelinhas” oficialmente desembarcaram aqui no Brasil no início deste mês de agosto. Inicialmente são 500 modelos de bicicletas distribuídas nas ruas dos bairros de Pinheiros, Jardim Paulistano, Itaim-Bibi, Vila Olímpia, e a expectativa é de que 2018 se encerre chegando a Campinas e Belo Horizonte, com cerca de 20 mil bicicletas e até 2019 com 100 mil bicicletas espalhadas. O serviço é tarifado diretamente no cartão de crédito, custando R$ 1 a cada 15 minutos, e sendo possível comprar pacotes de créditos nos valores de R$ 5, R$ 10, R$ 20 e R$ 40.

A Yellow anunciou no último setembro ter levantado R$ 63 milhões em capital de investimento com mais de 1 milhão de corridas realizadas, almejando expandir para países como Uruguai e Argentina, demonstrando que a proposta da startup de popularizar a bicicleta como meio de transporte para viagens curtas (transporte público-casa e vice versa) vem sendo muito bem aceita no país.

O aplicativo da Yellow se encontra atualmente tanto na App Store da Apple e na Google Store do Android para download gratuito.

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