A história da Estação da Luz
No 2º semestre o projeto interdisciplinar, Bairro-a-Bairro, propôs o desafio de aliar as principais áreas envolvidas na área da publicidade: o atendimento, a pesquisa, de redação e design, para a criação de uma revista que pudesse ser utilizada para a "venda" do bairro, no caso nosso, o do Bom Retiro na região central de São Paulo.
Abaixo o texto de capa da revista e a seguir a apresentação em ppt onde buscamos ressaltar os principais atributos do bairro:
Redação e pesquisa: André Prado
Design (revista): Sebastião Fernando
Na transição entre o século XIX e XX, a cidade de São Paulo aliava as chácaras ao crescimento urbano e registrava um período com crescimento populacional vertiginoso ao atingir a marca de 240 mil habitantes de acordo com o censo da época. Nestes anos, a presença da colônia inglesa na cultura paulista era fundamental para o progresso industrial do país, sendo eles os responsáveis diretos por diversos pioneirismos na área industrial e econômica, marcando a arquitetura do centro de São Paulo para sempre.
Assim, São Paulo se firmava como o mais dinâmico centro comercial e financeiro da Província, com grandes marcos como a inauguração da Avenida Paulista em 1891 - com uma grandeza que já apontava para a sua vocação de futuro símbolo da cidade - e do Viaduto do Chá no ano seguinte, por exemplo. Contudo, a principal obra data-se de 1867, com a inauguração da ferrovia Santos-Jundiaí com a operação da The São Paulo Railway Company Ltd.
A São Paulo Railway
Sua construção se deveu graças à boa lábia do banqueiro Barão de Mauá, que convenceu o governo imperial da importância da existência de uma estrada de ferro ligando São Paulo ao Porto de Santos, com o intuito de facilitar o transporte de café no difícil trecho da descida da Serra do Mar. Projetada por um inglês e administrada por ingleses, a estrada de ferro cortava diversas cidades e bairros, sendo a Estação da Luz seu ponto central que abrigava a sua administração central.
Para a construção da Estação, parte do Jardim da Luz tinha sido cedido a Companhia inglesa em 1860 por ordem do governo do Estado, e assim, a primeira Estação da Luz surgira.
Suas origens
Inicialmente sendo uma edificação simples constituída somente por um pequeno bloco de pavimento lateral, onde se situavam as instalações de despacho e embarque e desembarque de passageiros, a engenharia da companhia e a residência do chefe da estação. Foi apenas em 1888 que a Companhia propôs a execução do aumento da plataforma e a sua respectiva cobertura com suas linhas neoclássicas, ganhando a sua icônica torre do relógio apenas dois anos depois, se assemelhando com o que conhecemos dela hoje.
Inspirada na estética vitoriana e semelhante em suas linhas arquitetônicas no padrão utilizado nas estações do Brás e de Santos, a edificação é composta por dois blocos distintos numa área de 7.520m²; sendo o primeiro bloco é constituído de tijolos de alvenaria com dois pavimentos, abrigando os escritórios da superintendência, engenharia e contadoria, encimado por uma alta torre, e o segundo com uma ampla gare (embarcadouro e desembarcadouro das estradas de ferro), rebaixadas em relação ao nível das ruas laterais à estação.
A sua importância cultural
Porta de entrada de imigrantes e de saída do café para o Porto de Santos, não demorou muito para o novo marco da cidade e da pujança de São Paulo fosse considerado uma sala de visitas da cidade. Empresários, intelectuais, políticos, diplomatas e até reis eram recepcionados em seu saguão, tornando o lugar uma verdadeira sala de visitas da capital.
Considerado um patrimônio arquitetônico da cidade pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico (CONDEPHAAT) em 1982, a Estação da Luz é o reflexo dos paulistanos que sofrem com ela devido à degradação da região central à partir dos anos 50, principalmente após seu incêndio em 1946 que destruiu parcialmente suas instalações, sendo restaurada e reformada posteriormente diversas vezes com a maior reforma sendo nos anos 90 e 2000, tornando possível a indexação do Museu da Língua Portuguesa, além de modernizar as acomodações internas, suas partes laterais e fachada.
Com isso, a Estação mais charmosa de São Paulo (e por que não uma das mais charmosas do mundo?), renovou sua importância, sendo um ponto de referência do dia-a-dia da cidade e um ponto histórico de grande importância junto à Pinacoteca do Estado, do Jardim da Luz, da rua José Paulino e do próprio Museu da Língua Portuguesa.
Horário de funcionamento: todos os dias, das 4h às 24h.
Endereço: Praça da Luz, 1 - Tel.: 0800-55-0121.
Há baldeação gratuita entre as linhas 1-Azul e 4-Amarela do Metrô.
Por quê visitar o Bom Retiro?

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